Eu nunca fui de entender muito de arte (e não entendo nada mesmo), nem de suas escolas, movimentos, artistas, tendências, etc. – e nem procurei entender, exceto se algo do gênero caísse numa prova, nesse caso decorava “tudo” sobre a matéria e dois dias depois não sabia mais nada. Passei indiferente por quase todas as exposições que freqüentei e a arte moderna sempre me pareceu mais um erro grotesco de um artista excêntrico do que “arte”.
(Calma, não precisam ficar zangados, hoje em dia eu gosto de “arte moderna” ou “pós moderna”, ou não sei que movimento está em vigor hoje, embora existam obras que eu ainda ache que lembram mais entulhos amontoados que “arte”.)
Quando eu digo arte nesse texto, estou me referindo aos quadros, esculturas e instalações multimídia, porque sempre amei outros tipos de arte, como: literatura, artes cênicas e circenses. E, claro, artesanato!
Comecei a perceber como esse tipo de arte é interessante numa viagem a Goiânia, mas não é sobre isso que quero escrever, nem sobre “arte”, nem sobre o que é certo ou errado, mas sobre um artista.
Essa pequena introdução foi só para deixar claro que não sou capaz de julgar se uma obra é ou não fantástica, original ou plágio, atemporal ou “excêntrica”, contudo eu sei do que gosto e do que não gosto.
Há algum tempo, num dos blogs que eu freqüento, encontrei alguns quadros de Tetsuya Ishida que me impressionaram pela sua contemporaneidade, beleza e angústia. Bem, pelo menos é o que eu sinto quando vejo suas telas, impossível não pensar nas situações que ele retrata, nos fatos que já vivi ou presenciei, ou na realidade da sociedade que vivemos. Porém, não vou escrever tudo o que penso sobre suas telas, já que não sou capacitada para isso. Além disso, creio que cada um tem o direito de fazer sua própria leitura ao ver um quadro e não o que outros dizem que devam ver.
Tetsuya Ishida foi um artista japonês, considerado muito talentoso, com mais de 180 quadros pintados em 10 anos de carreira, nascido em Shizuoka em 1973 e falecido em 2005, (pasmem!) atropelado por um trem. Suas obras surrealistas retratavam o seu modo de ver a vida na sociedade japonesa.
“… Just looking at his work makes you wonder how limitless his imagination could have been. On the one hand, they’re very strange and surreal. On the other, they can be very literal ideas conceived visually.” – texto retirado do site One Inch Punch.
Eu coloquei três das imagens que mais gosto pra vocês verem e logo abaixo sites com muitos quadros para quem quiser saber mais sobre ele.
Caso vocês descubram mais sites sobre sua vida e obra, por favor, me mandar o link, pois quero saber mais. Obrigada!!!


Sites:
Tetsuya Ishida – Site oficial em japonês. Infelizmente preciso de um tradutor…
One Inch Punch – em inglês.
Christie´s – Tem uma resenha sobre a primeira pintura dele que eu postei, chamada Supermercado (1997). (EN)
The Funny Web – Muitos quadros!!! (EN)
Curiosando – Obras e comentários. (PT)
Combustão – foi o site que me apresentou ao Tetsuya Ishida San. (PT)


Fikei cabulada com a 2º fotooo .. (ain que medinhUuu) .. kekeke .. vo teh pesadeluuu ..